Francesa Albioma vai investir R$ 1,2 bilhão na modernização de usinas de biomassa no Brasil

Ideia é se associar a grupos que tenham gestão transparente e porte para processar pelo menos 2 milhões de toneladas de cana por safra.
 
A empresa francesa Albioma vai investir cerca de R$ 1,2 bilhão na modernização de estruturas de cogeração em usinas de biomassa já existentes no Brasil. Segundo o gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Zilmar de Souza, a decisão da Albioma vai de encontro ao grande potencial pronto para ser explorado que existe no setor sucroenergético brasileiro.
 
"A cana tem potencial para ser o alvo de um novo ciclo de investimentos para expandir a cogeração", afirmou Souza. De acordo com ele, sem considerar a implantação de novas unidades, é altamente viável reformar as instalações já existentes, o que poderia aprimorar mais de 200 usinas que hoje produzem eletricidade apenas para seu consumo em fornecedoras de energia elétrica limpa e renovável para a rede nacional.
 
Para ele, investir na bioeletricidade ajuda toda a cadeia produtiva da cana, o que torna iniciativas como a da Albioma altamente relevantes. "O ideal seria se investimentos assim ocorressem com mais frequência, de preferência estimulados por políticas públicas claras e de longo prazo para o setor sucroenergético", comentou Souza.
 
Com parcerias já em andamento, o presidente da Albioma no Brasil, Frédéric Moyne, não revela quais as usinas estão sendo consideradas para os próximos investimentos. Mas ele afirma que a ideia é se associar a grupos que tenham gestão transparente e porte para processar pelo menos 2 milhões de toneladas de cana por safra.
 
Moyne afirma que é grande a possibilidade de fechamento das próximas parcerias da multinacional francesa com empresas situadas na região Centro-Sul do Brasil, que já se destaca na produção de bioeletricidade do bagaço de cana. "Essa indústria no Brasil está excessivamente alavancada, principalmente nessa região e com necessidade de muitos investimentos agrícolas”, afirmou (CanalEnergia, 8/1/14)